praerigidus

As to be, one cannot entirely be without letting be what one is.

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Chavascal III

Rasgos de pensamentos que me esfolam a consciência ao ponto de a alma sentir contorcer, espezinhada e anémica na sua vontade de ser.

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Ouroborus I

Ad aternum free falling thoughts, steering between what’s wrong and what’s right, deep into the abyss of conscience.

Dialogues I

Conspiracy implies the existence of a truth in order to be manipulated, nevertheless I did never denied the existence of a soul provided with the ability to experience feelings or emotions for its own pleasure or decadence, in a world of ghosts we shall live, considering that we never touch our projections of a material consciousness,  which are ruled by energy impossible to touch or see, only able to experience and projects towards others our own sake.

Indivisível I

Porquanto será o pensamento divisível, porquanto será a sua divisão possível, hei-de um dia me perder por entre tentativas sucessivas, até que o mínimo divisor alcance, num instante e neste entretanto me relance na eterna divisão do ser.

Componentes de mentes I

Impressões mentais de sensações reais, surgem em nós como nos demais, que nos fazem ver, crer e apreender um universo de um só verso, nos entre tantos de comuns mortais, e que seremos nós mais que meros seres banais desprovidos de sentido e lógica aparente a baloiçar por entre componentes de mentes.

Existir I

É essencial saber por onde vagueamos física e mentalmente para que nunca percamos consciência da nossa existência,  que nos percamos em nós próprios e nos demais, mas, que nunca nos esqueçamos dos trilhos que nos trazem de volta a nós.

Estímulos I

Há processos que tais que nos deixam estupefactos pela rapidez como se processam e como criam uma quantidade enorme de substância inexistente ou incapaz de desabrochar à falta dos demais estímulos. O nosso pensamento quando subjugado aos demais estímulos cria por sua vez ideias que facilmente, tendo em conta a especificidade dos estímulos, criam, à nossa revelia, os mais encantadores e penosos sentimentos. Somos como que receptores de estímulos cujo livre arbítrio dos mesmos depende da mensagem difundida de forma directa ou codificada pelo emissor da mensagem, vulgo, o outro. Mensagens essas, em forma de palavras, atitudes, gestos, semblantes, são tantos os canais de difusão da dita mensagem, que é fácil perdermos-nos no processamento de tanta e tão pouca coisa que nos é transmitida. É nesse preciso momento que, e por mais que tentemos, perdemos o controlo na forma como o nosso pensamento evolui sobre qualquer que seja a situação que nos encontremos.

Lamechices III

Pasmado, ou será encantado? Não consigo distinguir, perdido nesta ânsia de te ter, um certo egoísmo admito, algo que não reconheço em mim próprio, mas o que hei eu de fazer, lutar contra a matéria do meu ser? Ou deixar-me ir, esperar para ver. Confesso que tudo isto me deixa envolto num transtorno profundo, serei eu merecedor de tudo isto, se sim, que é tudo isto? Terei eu de passar por tudo isto para te poder lá alcançar, pudera eu saber, porque cada vez mais me sinto frágil e impaciente, serei eu assim como toda a gente? Se assim for assim o aceito, perdido e prostrado aos sentimentos que em mim despertas.

Porque me continuas a encantar, por mais incompreensão que em mim possas causar.

Chavascal II

Porquanto não somos mais
Que um mero animal
Desprovidos de razão existencial
Um tanto paradoxais
Trémulas criaturas
Perdidas nas alturas
Com vontades e desejos
Próprios de cada qual

 

 

 

 

 

 

XLVI

O pensamento, é independente do ser
Existe por si próprio
Projecção plácida
Sem substância tácita
Própria a cada qual
Sem necessidade material
Metafísica conceptual
Ser sou sem saber tal