Intermitências

by praerigidus

Agarro-me a algo que não possuo, ontologicamente pensando o ser existe enquanto o é, enquanto todo se define, mas que é dele após cessar funções, deixar de ser ser ou permanece permanente enquanto figura consciente desprovida da existência daquilo que julgou ser? Há tanto em mim quanto aquilo que consiga medir, tanto mais existirá para lá de mim mas não estou provido de visão que permita uma medição mais complexa daquilo que sou. Até onde vou? A resposta é vaga, não por não o sabermos mas pela sua ininteligibilidade, existe decerto uma falta de identidade em cada um de nós, maior nuns que noutros evidentemente, ai reside o cerne de toda a procura, quem de mim falta, e como em mim me encontro?

Que não é a consciência se não o ser materializado na sua própria matéria.

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