XXI

by praerigidus

Fazer-te frente, encarar-te somente
Trémulo e franzino, amedrontado me sinto
Pois tu ditas, ordenas e comandas
Em toda a acção colocas, o teu cunho pesado
Aqui fico eu prostrado, inacabado e vazio
À procura que me insufles e me tomes pela mão
Somos dois, eu e tu, todos e ninguém
De lá para cá e daqui para além
És o meu tormento, a minha salvação
Sem ti sou só mais um, mas um já fui
Mortal, de carne e osso
Envolves me do limite até ao fosso

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