praerigidus

As to be, one cannot entirely be without letting be what one is.

Existir I

É necessário saber por onde vagueamos física e metafisicamente para que nunca percamos consciência da nossa existência. Não que não nos devamos perder em nós próprios e nos demais, mas, que nunca nos esqueçamos dos trilhos que nos devolvem a nós próprios.

Estímulos I

Há processos que tais que nos deixam estupefactos pela rapidez como se processam e como criam uma quantidade enorme de substância inexistente ou incapaz de desabrochar à falta dos demais estímulos. O nosso pensamento quando subjugado aos demais estímulos cria por sua vez ideias que facilmente, tendo em conta a especificidade dos estímulos, criam, à nossa revelia, os mais encantadores e penosos sentimentos. Somos como que receptores de estímulos cujo livre arbítrio dos mesmos depende da mensagem difundida de forma directa ou codificada pelo emissor da mensagem, vulgo, o outro. Mensagens essas, em forma de palavras, atitudes, gestos, semblantes, são tantos os canais de difusão da dita mensagem, que é fácil perdermos-nos no processamento de tanta e tão pouca coisa que nos é transmitida. É nesse preciso momento que, e por mais que tentemos, perdemos o controlo na forma como o nosso pensamento evolui sobre qualquer que seja a situação que nos encontremos.

Lamechices III

Pasmado, ou será encantado? Não consigo distinguir, perdido nesta ânsia de te ter, um certo egoísmo admito, algo que não reconheço em mim próprio, mas o que hei eu de fazer, lutar contra a matéria do meu ser? Ou deixar-me ir, esperar para ver. Confesso que tudo isto me deixa envolto num transtorno profundo, serei eu merecedor de tudo isto, se sim, que é tudo isto? Terei eu de passar por tudo isto para te poder lá alcançar, pudera eu saber, porque cada vez mais me sinto frágil e impaciente, serei eu assim como toda a gente? Se assim for assim o aceito, perdido e prostrado aos sentimentos que em mim despertas.

Porque me continuas a encantar, por mais incompreensão que em mim possas causar.

Chavascal II

Porquanto não somos mais
Que um mero animal
Desprovidos de razão existencial
Um tanto paradoxais
Trémulas criaturas
Perdidas nas alturas
Com vontades e desejos
Próprios de cada qual

 

 

 

 

 

 

XLVI

O pensamento, é independente do ser
Existe por si próprio
Projecção plácida
Sem substância tácita
Própria a cada qual
Sem necessidade material
Metafísica conceptual
Ser sou sem saber tal

Deduções I

Considero que de facto pouco sabemos acerca do que quer que seja, rodeios humanos de cariz supérfluo, imaginamos e acreditamos que há um conjunto de regras de teor físico e quântico que rege tanto vazio e tão pouco nada, tudo pela incessante procura de motivo/razão que explique o porquê de sermos ser consciente  e racional, inclinados para uma auto destruição que muito pouco ou nada tem de excepcional. E assim continuamos, a ver vamos onde iremos nós ou outros que depois de nós com tanto terão de lidar.

Lamechices II

Vaguear assim por ti por tanto te querer, incontrolável é este meu ser sem cansaço que o demova de te percorrer, desejoso de te poder ter e sobretudo amar cobres-me de tantas grandes e pequenas sensações, sem de ti nunca conseguir saber o que esperar. E assim fico e assim estou, sem sequer entender o meu próprio pensar, nem contra ele poder lutar, o que mais posso fazer que cá continuar e aguardar pelo que o nosso tempo nos queira mostrar.

Lamechices I

Sem sentido me sinto
Sentir-me assim despido
À mercê da tua verdade
Numa algazarra de sensações
Enches-me de vontade
De sonhar-te mais além
Perdido por entre noções
Sentir-te é poder ter
Um sentido que quer ser

Chavascal I

Um remoinho de estímulos apressa um pensamento a desencadear tantos outros, onde me encontro eu neste emaranhado mental? Porquanto sou um mero transeunte  enclausurado nesta anarquia mental de onde cada qual se tenciona fazer valer e por mais que eu queira perceber onde me situo não encontro maneira de me ser.

Weightless V

How can one account itself responsible for its own actions based on values and moral codes of human conception when one cannot completely assure its right to exist with total control of its free will. How can one know that from all the so supposed possibilites of what he could have been he was not compelled to be the one he was supposed to do, because no matter how, he is supposed to reach the same thought as if he had done differently from what he thought he chosen to do.

Be more of what you could be through what you want to be, only then you’ll be what you envisioned to be.