praerigidus

As to be, one cannot entirely be without letting be what one is.

Lamechices I

Num sentido me sinto
Sentir-me assim despido
À mercê da tua verdade
Numa algazarra de sensações
Enches-me de vontade
De sonhar-te mais além
Somos resposta a todas as questões
És quem mais quero bem
Sentir-te é poder ter
Um sentido que quer ser

Chavascal I

Um remoinho de estímulos apressa um pensamento a desencadear tantos outros, onde me encontro eu neste emaranhado mental? Porquanto sou um mero transeunte  enclausurado nesta anarquia mental de onde cada qual se tenciona fazer valer e por mais que eu queira perceber onde me situo não encontro maneira de me ser.

Weightless V

How can one account itself responsible for its own actions based on values and moral codes of human conception when one cannot completely assure its right to exist with total control of its free will. How can one know that from all the so supposed possibilites of what he could have been he was not compelled to be the one he was supposed to do, because no matter how, he is supposed to reach the same thought as if he had done differently from what he thought he chosen to do.

Be more of what you could be through what you want to be, only then you’ll be what you envisioned to be.

Padrões II

Procura por ti em ti mesmo, onde te encontras tu? Naquilo que hoje és ou nas possibilidades daquilo que podias ter sido e não foste. Questiono-me porque faz parte do que sou, procurar um significado daquilo que poderei ser para que não venha a ser o que nunca fui.
Quando deparados com uma decisão, vulgo, escolha, somos, mas de que forma podemos nós afirmar que a escolha não foi feita por ela própria e a nós apenas nos apenas foi dada a opção de compactuar com algo que não nos cabe  decidir, e assim somos, meros passageiros a bordo de um corpo no qual somos obrigados a sentir de forma a que esse corpo nos devolva aquilo que através dele sentimos.

Eu sentido, em sentido, sentido, sentir.

Weightless IV

Porque para que nos mantenhamos acesos teremos sempre de ser confrontados por porquês. Existe algo inerente ao ser humano que o diferencia dos restantes seres, o porquê e a necessidade de respostas claras aos porquês com o qual se depara em momentos necessários à sua profícua existência. Parar de questionar é parar de existir, sendo somente ser e deixando de ser humano, porque a humanidade constrói-se à procura dos porquês com que nos defrontamos e nos quais procuramos resposta para finalmente encontrar um significado humano na mesma.

Somos tristes necessidades das perguntas para as quais não temos resposta.

Weightless III

The essence of being what you really are lies on a universe of possibilities to far to grasp, it is only when you find a reason to withstand and balance yourself that you are able to come to terms with your inner you, it is then possible to make your stay worthwhile and meaningful, until then you’re just a possibility of what you could have been unless you realize you’re nothing at all, devoid of purpose and reason.

Padrões I

Prova o indubitável peso de se ser, não ser quem és para ser quem serás. Sempre que sejas, sê só ser e encurta o espaço que há entre ser e ser. Ser de mim para mim, de mim para ti entre serás e seres, para que te leves a ser quem serás, sem que deixes de ser quem és. És ser que quer ser e a ser serás sempre quem és, mas não serás quem sou. Porque só sendo poderás ser. Como querer ser o que se é?

Weightless II

How many yous are aware of you?

How many yous are you aware of?

Weightless I

Some individuals suffer from chronical disease often named conscience .

XLVI

O pensamento é independente do ser, existe por si próprio
Projecção plácida
Sem substância tácita
Própria a cada qual
Total ausência material
Metafísica conceptual